quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Funcionário de carreira, Barreto assume Ministério da Justiça

 

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto (Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil)

 
deu em o globo
04/02/2010

Funcionário de carreira, Barreto assume Justiça

De Evandro Éboli:
Funcionário de carreira do Ministério da Justiça há 20 anos, o economista e advogado Luiz Paulo Teles Barreto assumirá o comando da pasta semana que vem, no lugar de Tarso Genro, que concorrerá ao governo do Rio Grande do Sul.
Especialista em situação jurídica de estrangeiros, Barreto, de 46 anos, é o presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão que ajudou a criar.
Ele foi contra a concessão de refúgio para o italiano Cesare Battisti, posição vencedora na comissão, mas que foi desconsiderada por Tarso.
Barreto teve papel importante na polêmica que envolveu o jornalista norte-americano Larry Rother, ex-correspondente do "New York Times" no Brasil.
Em maio de 2004, o governo brasileiro manifestou a intenção de expulsá-lo do país, incomodado com uma reportagem, de autoria de Rother, que fazia referência a suposto hábito do presidente de ingerir bebida alcoólica. Barreto ajudou a convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tem relação próxima, a desistir desse ato.
Os cargos ocupados por Barreto no ministério envolvem questões de estrangeiros: ele começou como chefe da Divisão de Nacionalidade e passou pela Divisão de Permanência de Estrangeiros, até assumir o cargo de Diretor do Departamento de Estrangeiros.
No governo Lula, chegou à Secretaria Executiva do ministério. Foi o redator do anteprojeto de Lei de Imigração e Naturalização, que está no Congresso.
A indicação de Barreto tem o dedo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que sugeriu seu nome a Lula. O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), um professor de Direito e atuante parlamentar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, também era cotado para o cargo. Ele deverá tentar a reeleição para o Congresso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário