quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Carreta provoca violento acidente com composição de trem e por pouco não causa grande tragédia em Ibaté




Na manhã desta segunda-feira (30), a cidade de Ibaté na região de São Carlos, foi tomada por um grande susto devido ao violento acidente entre uma composição de vagões de trem carregada com combustíveis altamente inflamáveis, dormentes e frangos e uma carreta bi-trem, carregada com açúcar mascavo que tentava transpor a ferrovia.

PRONTO ATENDIMENTO
O acidente só não se transformou em tragédia graças o pronto atendimento da Usina Cosan, de caminhões pipas da Prefeitura Municipal de Ibaté , da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que agiram rápido e conseguiram em pouco tempo debelar as chamas que poderiam provocar explosões, como a que atingiu o todo cavalo mecânico que puxava a carreta, o qual foi destruído pelo fogo. O sargento Frigero, da Polícia Militar de Ibaté, com sua equipe foi um dos primeiros a chegar no local do acidente. Segundo o policial militar, o maquinista foi muito ágil e experiente. “Com a ação da explosão que ouve na carreta devido ao acidente, o maquinista foi muito preciso e rápido, pois quando nós solicitamos para que ele retirasse os vagões do incêndio que atingia as carreta e o mato na beira da ferrovia, ele deu ré e após desengatar as três máquinas que puxava os vagões, ele retirou o perigo e desta forma ele contribuiu e muito para o pronto atendimento e para evitar uma grande tragédia no município”.

ACIDENTE
Segundo apurado, na manhã desta segunda-feira por volta das 8h10, o maquinista Valmir Rojas, conduzia pela linha férrea no sentido Araraquara – São Carlos, uma composição de trens, puxada por três máquinas da América Latina Logística (ALL), composta por 34 vagões carregados com álcool combustível que seguiam para o Porto de Santos, 33 vagões carregados com dormentes de linha férrea, e outros 3 com frangos. Ao atingir o quilômetro 219 da linha férrea, a composição teve sua frente cortada pelo cavalo mecânico Iveco, placas de Ibaté, conduzindo pelo motorista profissional Marcelo Aparecido Cavichioli, 36, que puxava o bi-trem carregado com uma carga de açúcar mascavo, o qual por motivos ainda ignorados, teria adentrado a ferrovia pela passagem de nível do Jardim Popular III, e conseqüentemente, foi colhido pela primeira máquina que puxava a composição, sendo arrastada por cerca de 150 metros. Neste trajeto, Marcelo abriu a porta da carreta que não tombou e saltou, sofrendo algumas escoriações. Também neste arrastamento, o tanque da carreta veio a explodir e a cabina foi incendiada, ficando os vagões e as carretas em meio das chamas. Com o forte impacto, moradores do Jardim Popular saíram de suas casas e avistaram a carreta e as máquinas principais do trem entre as chamas. Alertado, o sargento Frigero acompanhado de seus policiais rapidamente se dirigiram para o local do acidente, quando após uma breve orientação dos próprios policiais, agindo rapidamente o maquinista Valmir Rojas, conseguiu dar ré na composição e desta forma ele retirou os vagões carregados com álcool combustível das chamas e como as máquinas ficaram expostas ao fogo, ele desengatou os vagões e deixou de um lado os 70 vagões que eram puxados pelas 3 máquinas da ALL. Também alertados funcionários da Usina Cosan e Prefeitura Municipal de Ibaté, enviaram caminhões pipas e homens para auxiliar na extinção do incêndio até a chegada do Corpo de Bombeiros que enviou três viaturas comandadas pelo 1º tenente Rangel Moreira Gregório, que conseguiu apagar as chamas, e com isto uma grande catástrofe pode ser evitada. Funcionários da América Latina Logística (ALL) informaram que não poderiam dar detalhes sobre o acidente e que somente a direção da empresa se pronunciaria. Proprietários de uma transportadora nada quiseram falar, apenas estariam tomando providências quanto a documentação solicitada por bombeiros e policiais civis e militares. Um popular disse que o cavalo mecânico puxando as carretas transitava no sentido da SP 310 – rodovia Washington Luís para o Jardim Popular III e teria adentrado os trilhos, quando foi colhido e arrastado pelo trem. Funcionários da Polícia Ferroviária Federal com peritos do Instituto de Criminalística (IC) de São Carlos, acompanhados de policiais da equipe do delegado Reinaldo Machado da Polícia Civil de Ibaté, realizaram as primeiras análises para saber como teria se dado o acidente e sobre as responsabilidades. O motorista Marcelo Aparecido Cavichioli, 36, que havia sido socorrido para o hospital Herminia Morganti, pela Polícia Militar, foi encaminhado para emergência da Santa Casa de São Carlos, devido dores na coluna e diversas escoriações sofridas. Ele foi internado em observações e nos próximos dias, deverá der ouvido na Polícia Civil para explicar o acidente, bem como deve ocorrer o mesmo com o maquinista Valmir Rojas. No final da manhã, por volta das 11h, as três máquinas em segurança, foram novamente engatadas nos 70 vagões que seguiu seu curso com destino a São Carlos, capital e baixada santista.

ÁREA FEDERAL
Falando à reportagem o 1º tenente Rangel Moreira Gregório, um dos comandantes do Corpo de Bombeiros de São Carlos, disse que o acidente poderia ter se transformado em uma grande tragédia. Sobre as providencias e as causas do acidente, o comandante dos bombeiros informou que por se tratar de uma área federal a Polícia Ferroviária Federal, daria prosseguimento nos trabalhos de apurações com a Polícia Civil e Polícia Técnico Científica de São Carlos e Ibaté.

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