domingo, 25 de março de 2012

Luiz Paulo Barreto deixará MJ para assumir Secretaria do GDF, Quem impedirá o mover de DEUS?


Foto: Sérgio Lima - 11.nov.10/Folhapress

Ex-ministro no Planejamento


Atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto assumirá a secretaria no GDF na próxima terça-feira


O ex-ministro da Justiça e atual secretário-executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, vai assumir a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Governo do Distrito Federal. Ele foi convidado esta semana pelo governador Agnelo Queiroz, que confirmou a vinda de Barreto na noite de ontem e vai formalizar a nomeação do novo integrante na próxima terça-feira. Barreto é o segundo representante da administração federal transferido este ano para GDF. O primeiro foi Swedernberger Barbosa, que veio chefiar a Casa Civil.
Formado em economia e direito, natural do Rio de Janeiro, mas criado em Brasília desde a infância, Barreto é funcionário da União há 29 anos e secretário-executivo do Ministério da Justiça desde 2003, quando foi escolhido pelo então titular da pasta, Márcio Thomaz Bastos. Antes disso, chefiou vários setores, como o Departamento de Estrangeiros e secretarias do próprio ministério. Ele teve grande influência no episódio do jornalista Larry Rohter, do The New York Times, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensou em assinar decreto para expulsar o corresponde após matéria em que relatava o gosto de Lula por bebidas alcoólicas. Especializado em direito internacional, Barreto desaconselhou o presidente a tomar tal atitude.
Em 2010, Paulo Barreto assumiu como ministro, substituindo Tarso Genro, que saiu para ser candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Barreto foi um dos idealizadores do Portal da Transparência, criado inicialmente no Ministério da Justiça, para dar visibilidade às despesas da pasta. O portal, depois, foi expandido para toda a administração. No início da gestão da presidente Dilma Rousseff, no entanto, Barreto deixou o posto e voltou a ser o segundo homem na hierarquia da pasta, hoje dirigida por José Eduardo Cardozo.

Atuação de Berger

Com a vinda de Barreto, deixa a pasta o analista de finanças e controle da Secretaria do Tesouro Nacional, Edson Ronaldo Nascimento. O convite a Paulo Barreto foi feito por Agnelo, mas já reflete a recente atuação de Berger no governo. Barreto foi um dos primeiros nomes pensados por Agnelo para a Secretaria de Segurança, ainda no início da administração, em 2011. Mas, na época, ele não foi liberado. Na função de facilitador do diálogo entre o GDF e o governo federal, Berger trabalhou na vinda do colega. Faz parte da meta do chefe da Casa Civil local ajudar a trazer outros nomes com trânsito na Esplanada.

A substituição no Planejamento é considerada estratégica. É essa a pasta que coordena, por exemplo, a Central de Compras e as licitações do governo. Qualquer gargalo nessa fase pode comprometer o andamento dos projetos nas mais diferentes áreas da administração. Barreto foi chamado justamente para desatar os nós em processos emperrados.

A ida de Berger para a Casa Civil e a troca de gestores no Planejamento são apenas algumas das mudanças que devem ocorrer no GDF nos próximos meses. Recentemente, o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, foi sondado sobre a possibilidade de assumir a Secretaria de Governo, caso Paulo Tadeu resolva voltar para a Câmara dos Deputados. A saída de Tadeu não é tratada oficialmente e nem deve ser imediata.

Por enquanto, o secretário de Governo até intensificou a agenda com deputados distritais, uma demanda antes mais difícil de ser cumprida em função da sobrecarga de atribuições. Embora não esteja programada a curto prazo, Paulo Tadeu cogita a possibilidade de retornar para o mandato no Congresso, o que abriria espaço para mudanças ainda mais profundas no núcleo do governo Agnelo.

Crescimento

O portal teve 285.968 acessos em seu primeiro ano completo de funcionamento, em 2005. A visibilidade do site cresceu tanto que esse número é inferior até mesmo ao total registrado em um único mês de 2012, janeiro, quando foram contabilizadas 313.136 visitas. Em todo o ano de 2011, o Portal da Transparência teve 3.369.275 acessos.

Representação contra Benedito

O distrital Benedito Domingos (PP) é alvo de mais uma representação na Câmara Legislativa. O advogado Milton Lopes Machado Filho protocolou, às 10h de ontem, um pedido de instauração de processo administrativo contra o distrital. O advogado também é autor do procedimento similar que está parado na Comissão de Ética desde junho do ano passado. Na terça-feira, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF recebeu duas denúncias, baseadas em 22 inquéritos, e abriu ação penal contra o distrital. Benedito é acusado de ter usado de influência política a fim de direcionar licitações nas administrações regionais para a empresa de um de seus filhos. A Mesa Diretora da Câmara se reunirá na segunda-feira para discutir o andamento da representação.
Autor(es): » EDSON LUIZ » LILIAN TAHAN


Correio Braziliense - 24/03/2012




6 comentários:

  1. É minha gente, mais uma forcinha de Deus, ele quer mandar um recado para comissão tomar jeito e atuar com determinação, sem bairrismos, uníssona, trabalhar com o executivo que irá suceder o Dr. Paulo Barreto, porque não sei se teremos outra chance. Com relação a ADIN, deixa ele quietinha lá por 40 anos, tá. SEREMOS VENCEDORES, DEPOSITEM PARA A COMISSÃO.

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  2. Você disse tudo, "quem pode com o mover de Deus"?! Pensem numa notícia boa, e vamos continuar orando para que o seu substituto seja mais acessível para com o/a nosso/a caso/questão. Abraços João Neto

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  3. Esse cara saiu e deixou de presente para os PFFs a prorrogação de mais 60 dias, desta vez ele foi embora e tratou de acabar com nossa luta, com a nossa história!
    Se antes de sair tivesse emitido uma portaria em nosso favor teriam-mos mais chances de suprimir a ADIN! más como já foi dito o MJ não tem nenhum interesse em nos absorver.É chegada a hora de alguem pressionar a Presidente Dilma e perguntar o que será feito, o STJ não tem uma boa visão ao nosso respeito, deviam dar por encerrada essa conversa para que muitos esperançosos não sofram decepção letal!
    Estamos vivendo a maior enrolação das nossas vidas,isto não vai dar em nada! Temos muitos aliados,mas estes aliados não possuem poder de fogo! Os contrários a nossa causa não são muitos, más são poderosos!

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  4. Brasil pode 'ganhar' 3,5 mil policiais ferroviários
    Lei integra profissionais de segurança da antiga RFFSA ao Ministério da Justiça; No Paraná, medida contemplaria 170 pessoas

    Pau­lo Ro­ber­to Na­tal, de­mi­ti­do em 1996, ain­da guar­da o uni­for­me da épo­ca em que tra­ba­lha­va no nú­cleo de Cu­ri­ti­ba: ‘‘Mi­nha fa­mí­lia in­tei­ra é de tra­di­ção ­ferroviária’’

    Do ál­bum de fa­mí­lia, Na­tal ao la­do de um dos ­trens da ­RFFSA: ‘‘Aten­día­mos tu­do que acon­te­cia no âm­bi­to da fer­ro­via; tom­ba­men­tos, rou­bos, ­atropelamentos’’
    O segurança Paulo Roberto Natal, de 51 anos, morador de Curitiba, tem uma relação de muito carinho com o transporte ferroviário. ''Meu pai se aposentou na Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Meu tio também. Meus avós, dos dois lados da família, também foram ferroviários. A família inteira é de tradição ferroviária'', conta Natal.

    Ele espera realizar em breve um grande sonho: voltar a trabalhar na ferrovia. Natal é um dos beneficiados por um parágrafo da Lei Federal nº 12.462, de agosto do ano passado, que estipulou que os profissionais de segurança pública ferroviária que trabalhavam em dezembro de 1990 na RFFSA, na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e na Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) sejam integrados ao Departamento de Polícia Ferroviária Federal (PFF) do Ministério da Justiça.

    Essa incorporação foi definida após anos e anos de contestações e discussões em diferentes esferas nos três poderes da República. A categoria propagandeia com orgulho que a PFF, criada em 1852 e que teve outros nomes desde então, foi a primeira polícia especializada da história do Brasil.

    ''Nós atendíamos tudo que acontecia no âmbito da ferrovia: tombamentos, furtos, roubos, atropelamentos'', lembra Natal. ''O atendimento era dividido. No Paraná, cada cidade grande tinha um núcleo de policiamento. Eu trabalhava no núcleo de Curitiba, nos trechos Curitiba-Lapa, Curitiba-Ponta Grossa e Curitiba-Paranaguá.''

    Em janeiro, o Ministério da Justiça publicou uma portaria com os nomes dos funcionários em segurança pública que estavam empregados na RFFSA, na CBTU e na Trensurb em 11 de dezembro de 1990 e que, em tese, seriam beneficiados pela Lei nº 12.462. Eram, ao todo, 3.556 pessoas. Destas, 170 estavam lotadas no Paraná, todas na RFFSA.

    Resta saber quantas dessas mais de 3,5 mil pessoas ainda trabalham na função (veja box), quantas estão interessadas em voltar à área, quantas estão aposentadas, quantas estão em condições de exercer esse tipo de serviço, quantas morreram...

    E esse número não é definitivo: o Ministério da Justiça deu um prazo de dois meses (encerrado no dia 17 de março) para que aqueles que têm o direito de serem integrados e não tiveram o nome incluído na lista de janeiro requeressem sua inserção. Dessa forma, uma segunda lista deve ser divulgada.

    O último passo seria a regulamentação da carreira de policial ferroviário federal. Em 1989, o então presidente José Sarney publicou decreto para instituir uma comissão interministerial que elaboraria um anteprojeto de lei para criação formal da Polícia Ferroviária. Entretanto, o decreto foi revogado em 1991 pelo presidente seguinte, Fernando Collor. Atualmente, duas proposições para essa regulação, uma do senador Paulo Paim (PT-RS) e outra do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE), tramitam no Congresso Nacional.

    Procurado pela FOLHA, o Ministério da Justiça informou que um grupo de trabalho vai analisar a documentação das pessoas que pediram para serem incluídas após a publicação da portaria de janeiro. Depois, a relação dos profissionais de segurança contemplados será consolidada. Só a partir disso as próximas etapas, como a regulamentação da carreira e a convocação dos policiais, serão definidas.

    Fábio Galão
    Reportagem Local
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    Abraços Federais PFF Nilson

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    1. Boa tarde amigo Nilson, com este depoimento, vc, disse tudo a nossa classe
      Um abraço

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    2. gostaria de saber do porque que até a presente data 24/09/2012,os relacionados não receberam mais nem uma notícia, do mi9n. justiça se já se passaram mais de 60 dias já estamos em setembro 2012 , e não temos até agora nem uma luz no fim do túnel, nem um parecer, até das CNRPFFs, nem do dr. Antonio F. L. de Decco representante oficial; a categoria esta em agonia , esperançosa para saber alguma notícia por menor que seja PFF/PRGomes/RS, da extinta RFFSA?

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